Homo Faber , de Max Frisch, é um dos livros mais importantes e mais lidos do século XX. Lançada em 1957, a obra é um relato em primeiro pessoa da história de Walter Faber, um engenheiro extremamente racional, cuja visão de mundo científica e tecnológica não consegue acomodar o acaso, o "irracional", ou seja, aquilo que não pode ser calculado. O que está colocado como pano de fundo é a própria identidade do homem moderno. Ao partir em uma viagem de negócios para a América Latina, uma série de acontecimentos e decisões do próprio Walter fraturam sua visão de mundo reificada. Nela, Walter conhece um homem parecido com um antigo amigo da época de faculdade, descobrindo que este homem é, de fato, irmão deste. A partir deste primeiro incidente ou "casualidade", o romance se desdobra em duas direções: para o futuro, com acontecimentos altamente improváveis, cuja probabilidade estatística seria mínima (talvez próxima de zero), e também para o passado, à maneira ...